Porto Alegre - O cenário botânico visto pelos dinossauros no final do período cretáceo (de 76 milhões de anos a 84 milhões de anos atrás) era provavelmente mais florido do que os cientistas imaginavam até agora. A descoberta de um fóssil de abelha com uma “mochila” de pólen em seu dorso, encontrado na República Dominicana, é a responsável pela mudança-.
“Além da importância em si, por ser o primeiro fóssil inequívoco de uma orquídea (representado por meio do pólen), a descoberta ajudou na calibragem da história evolutiva desse grupo vegetal, disse o pesquisador Roberto Singer, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).”
Agora, os cientistas podem afirmar que o ancestral das orquídeas atuais já viviam na terra no final do cretáceo, um pouco de os grandes répteis sumirem há 65 milhões de anos.
O botânico argentino, radicado em Porto alegre desde 1995, é um dos autores do artigo que descreve o novo fóssil, publicado hoje pela revista científica britânica nature (www.nature.com).’