HOME
DEIXE SEU RECADO
ORQUÍDEA
CULTIVO
EXPOSIÇÕES
NODMMF-
NODMMF- Expofotos
FLAGRAS
VISITA do ASSOCIADO
REINT. ORQ HABITAT
ORQ. no HÁBITAT
ROBERTO A. KAUTSKY
(AUTO)BIOGRAFIA
DESCOBERTAS
ÁLBUM DE FOTOS
LIVROS/REV/CDs/Cad.
Orquidários/Artesões
 


                                     - AUTOBIOGRAFIA - 

Roberto Anselmo Kautsky, professor, Orquidófilo, bromeliófilo, autodidata, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Rio de Janeiro, Honorary Trustee do Journal of the Bromeliad Society (USA) e The Cruptanthus Society Journal, nasceu em 1924 em Santa Isabel, município de Domingos Martins, filho de Elisabeth Schwambach e Roberto Carlos Kautsky de quem herdou o gosto pelas orquídeas e pela natureza.

Poeta e Senhor das orquídeas, escreveu um pouco da sua história:
“Eu não sei se foi sorte ou Deus que foi muito generoso comigo, orientando-me no meu trabalho de pesquisas, mas o fato é que, descobri coisas inéditas, que deixaram o mundo científico, perplexo e, através das quais ficamos eternizados e gratificados”.  

“Os homens passam, mas as suas obras edificantes ficam para a posteridade e o tempo que é o melhor juiz, se incumbirá de preserva-lhes o valor merecido.”

“O que acabo de narrar serve de estímulo a continuarmos o nosso trabalho de pesquisas científicas e em defesa da natureza tão vilipendiada hoje em dia e em nome do progresso, pois tudo que o homem fizer a ela recairá sobre ele mesmo.”

Filho do austríaco Roberto Carlos Kautsky, que fez do Brasil a sua pátria e adoção, do Espírito Santo sua forja de um trabalho e de Domingos Martins seu ninho de amor. Por isso é que eu estou aqui.

O Espírito Santo já é abençoado pelo nome que tem, alem disso, tem três províncias climáticas, ecológicas e biológicas, devido a sua situação geográfica.

Em 1930, o Dr. Frederico Hoehne escreveu no livro “orchidaceas Brasilienses”, o seguinte:
As parasitas (orquídeas) dão azar”.

Em 1933, seu pai teve o gosto despertador pelas orquídeas quando as viu floridas sobre as árvores que haviam sido extraídas na mata de seu sogro, Augusto Schwambach, para construir o 1º galpão para sua indústria, hoje a famosa indústria de “Refrigerantes Coroa”. Em breve teremos a indústria de cervejas, em implantação, também na cidade de Domingos Martins/ES. 

Em 14-10-1944, Maria Stela de Novaes escreveu a seu pai o seguinte:
Espero que Robertinho se desenvolva”. Acertou em cheio.

Em 18-10-1963, Dr. Roberto iniciou um trabalho de taxonomia vegetal. Das 2.350 orquídeas classificadas para o Brasil e publicadas no livro “Orquidáceas Brasilienses”, na Alemanha em 1955, cerca de 800 ocorrem no ES.

Em 1965 no boletim nº 42 do Rotary Club de Vitória, sob a presidência do capitão Nicanor Paiva, saiu o seguinte: 
                             “O Espírito Santo ficará devendo a Roberto A Kautsky e ao Dr. Guido Pabst, uma gratidão inestimável em face do trabalho de pesquisa botânica desenvolvido por eles”.

Em 04-09-1970, o Dr. Fritz Dungs escreveu ao Dr. Roberto dizendo:
O Espírito Santo é o tubo de ensaio do Criador”.

Ele relata que, no ano de 1974, em bromélias, nós tínhamos 60 espécies, segundo o livro “Neotrópicas”, do Dr. Lyman Smith. Hoje, com o seu trabalho esse número já passou de 350

Em 1977, ainda universitário, resolveu iniciar seus estudos sobre a família “orchidaceae”, na cidade do Rio de Janeiro, sob a orientação do saudoso Prof. Guido Pabst – considerado, na época, como uma das maiores autoridades em orquídeas brasileiras. Nesta época já era considerado referência quando o assunto se tratava das orquídeas capixabas, notadamente as da região de Domingos Martins e municípios vizinhos, uma das regiões mais ricas em orquídeas do Brasil.

Após a morte de Guido Pabst, em 1980, Dr. Roberto passou a trocar correspondência com o renomado orquidófilo Antônio Toscano de Brito

Dentre as 121 novas descobertas publicadas, está a célebre Cattleya Schilleriana com 3(três) labelos, única no mundo  - Veja pasta descobertas.

Na 15ª exposição mundial de orquídeas realizada em 14-09-96 no MAM do Rio de Janeiro, um seu colega vendeu uma orquídea a um japonês por 20 mil dólares. Indaga Dr. Roberto: Quanto valeria a minha?

 

Recebeu, e recebe até hoje, visitas de autoridades botânicas mundiais e de outras personalidades importantes como: o Dr. Roberto Marinho a TV - Globo, o Dr. Lauren Flechter da NASA, o Dr. Werner Rauh das universidades de Heidelberg, Dr. Carl Luer do Smitsinian Institute (USA), cuja mulher caiu no mato e quebrou o braço.

Em 1957, participou da 1ª Exposição Estadual de orquídeas no ES conseguindo 1º lugar dentre os seus participantes.

Em abril de 1998, juntamente com 14 amigos abnegados, criou o NODMMF - Núcleo Orquidófilo de D.Martins e Marechal Floriano. Atualmente o núcleo conta com aproximadamente 200(duzentos) sócios, apesar de sua cidade ter somente cerca de 7 mil habitantes.

Dr. Roberto comenta que as orquídeas de flores grandes, como a Cattleya warneri, a Laelia perrini, a Laelia tenebrosa e outras, ocorrem aqui na mata atlântica, e não no Amazonas que é pobre em orquídeas e bromélias.

Lembra que em 12-12-1605, já tínhamos leis de proteção da natureza. Questiona imaginando quanta coisa foi destruída nesses 400 anos.

Em 1999, Dr. Roberto registra e consagra toda a sua dedicação e seu trabalho com o lançamento da importante obraBeleza Exótica das Orquídeas e Bromélias do Espírito Santo”, editado pela Editora Cultura, já esgotado.

Para dar continuidade ao seu trabalho de pesquisas cientificas, foi criado o Instituto Kautsky em 23-08-2003, voltado exclusivamente para o meio-ambiente e sem fins lucrativos.

Dr. Roberto sempre comenta que o Presidente João Figueiredo tinha o seguinte lema: “Plante que o João garante”, e que para isso as pessoas teriam que derrubar as matas. No seu caso, os 30 hectares de mata atlântica que está em nome da família desde o tempo do império, pois seus ancestrais chegaram ao estado em 21-12-1846, foi transformada em “Reserva”. Acontece que, se a mata ficasse em pé, nos teríamos que pagar imposto sobre ela, o que é um absurdo, comenta Dr. Roberto. Para evitar isso, na sua declaração do INCRA, há 20 anos atrás, declarou-a como reserva para não cortá-la, e deixar de pagar o tal imposto absurdo.

Dentre as suas várias citações destacam-se:

        “Tudo que o homem fizer à natureza recairá sobre ele mesmo”.

        “Fiquei eternizado com o meu trabalho, mas, tudo isso não vale mais nada, se eu não conseguir a glória eterna".

>>> Ao longo de quase setenta anos, Roberto Anselmo Kautsky vem cultivando paixão e conhecimento pelo meio ambiente e em especial por duas espécies da flora: as orquídeas e as bromélias. A história de sua vida está entrelaçada aos troncos das árvores tal como dessas plantas de beleza e peculiaridades exóticas”.
Maira Coelho Silva (Publicitária);

>>>Thank you, Mr. Kautsky, for your pioneering efforts and foresight in preservation for the benefit of future generation”.
Bob D. Whitman (Journal of the Bromeliad Society 1986;336(5)195);

>>>Em 1983, ao visitar a cidade de Domingos Martins, tive o prazer de pessoalmente conhecer Kautsky e participar de algumas de suas expedições, atividades que realizo até hoje, podendo testemunhar seu senso de investigação e conhecimento da flora e da fauna local, não somente de orquídeas, mas também de bromélias, begônias, aráceas, moráceas, palmeiras, sapos, macacos, etc. Um naturalista nato”.
Antonio Toscano de Brito (PHD em Botânica e Especialista em Orquídeas pela Universidade de Reading, Inglaterra; Coordenador do Programa de Orquídea do Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro);

>>> O livro, bem apresentado e de leitura agradável, mostra de maneira condensada a história desse grande brasileiro e do seu trabalho pioneiro no campo da ecologia, da botânica, e da zoologia, legado científico de grande importância para as gerações presentes e futuras”.

>>>Roberto A. Kautsky é por excelência um ecologista – talvez mais propriamente um naturalista – por seus conhecimentos sobre a composição do meio ambiente, tendo a acuidade de raciocínio e um profundo senso de observação...”.
>>>É um poeta da natureza...”.
Francisco de Sales Carvalho e Silva (Químico e Veterinário, com mais de 50manos dedicados à Orquidofilia);

>>>Não é qualquer um que pode fazer constar no currículo a descoberta de algo em torno de cem novas táxons!”.  

>>> “Ele parece ver todo seu como algo destinado ao engrandecimento da orquidofilia e de seu querido Espírito Santo”.
Fábio de Barros (Chefe da Seção de Orquidário do Estado de São Paulo – Instituto de Botânica, ES).