Há 5 fatores que influenciam no crescimento e
desenvolvimento das orquídeas: água,luminosidade (artificial ou natural),
temperatura, ventilação e adubação.
Qualquer alteração de um desses fatores modifica a correlação entre eles e
altera um outro fator ou até mais de um.
REGA
Quase todas as orquídeas têm uma fase de
crescimento e uma fase de repouso.
A fase inicial de crescimento se caracteriza pela aparição do broto e das
raízes.
A fase de crescimento ativo é o desenvolvimento deste broto em pseudobulbo
(caule) e folhas. É nesta fase que a planta precisa ser aguada e adubada com
freqüência. Quando o crescimento desacelera, a planta entra na fase de
repouso vegetativo e sua necessidade de rega diminui bastante. Depois vem a
maturação com formação ou não da flor.
Uma das maiores dificuldades do cultivo é a
freqüência da rega. Cada gênero e, às vezes, cada espécie, têm exigências
peculiares. De uma maneira geral, rega-se abundantemente até a água escoar
pelos furos do vaso e aguarda-se que o substrato (material onde ela está
vegetando: xaxim desfibrado, casca de côco, etc.) seque.
Embora esta regra não seja válida para todas, a
possibilidade de errar é menor pois é mais fácil matá-las pelo excesso de água
do que pela seca. As espécies do gênero Cattleya, as mais populares, precisam
deste tipo de rega. Já as espécies do gênero Phalaenopsis, Miltonia, Cymbidium,
Paphiopedilum, devem ter o substrato sempre ligeiramente úmido. Uma planta
maior, por ter uma área maior de evaporação, exige uma rega mais constante.
Observa-se que diversos fatores vão fazer com que o substrato seque mais
depressa ou mais lentamente:
- o seu tipo (xaxim, piaçava, cascalhinho, casca de
côco);
- o material e tamanho do vaso;
- a intensidade da luz;
- a temperatura e
- a circulaçãodo ar.
O vaso de plástico ou cerâmica vitrificada vai
secar mais lentamente pois não sendo poroso, não há evaporação. O vaso de
argila seca mais rapidamente. Uma maior circulação de ar e/ou uma elevação da
temperatura fará com que a evaporação se processe mais rapidamente, provocando
uma queda de umidade. Não se deve manter os vasos diretamente sobre pratinhos
pois a água acumulada impede a oxigenação das raízes e é imprescindível que uma
boa ventilação chegue até as raízes. Pode-se colocar pedra brita no pratinho,
com um pouco de água, desde que não atinja a base do vaso. Em dias muito
quentes, é aconselhável borrifar água em volta da planta, com cuidado para não
molhar a junção das folhas. Cultivá-las no mesmo ambiente das samambaias também
pode ser um bom recurso para aumentar a umidade ambiental.
Plantas recém divididas também precisam de um regime de rega um pouco
diferente. Como suas raízes não têm o mesmo poder de absorção, deve-se limitar
a borrifar o substrato durante 3 semanas e só quando começarem a surgir as
raízes, voltar a regar normalmente.
As plantas em flor precisam de menos água e depois da floração, é necessário
reduzir mais ainda a rega, até que comece a nova brotação e assim recomeçar o
ciclo.
LUMINOSIDADE As orquídeas podem vegetar na sombra, meia sombra,
luminosidade intensa e pleno sol (raras exceções).
Em geral, elas não devem receber luz solar direta com exceção dos primeiros
raios matinais.
Na sombra, vegetam, entre outras, as micro-orquídeas, Paphiopedilum e Miltonia.
Na meia sombra: Cattleyas, Coelogyne, algumas espécies de Dendobrium, Laelia em
geral (exceto as rupícolas, que vegetam nas rochas e que precisam de
luminosidade intensa), algumas espécies de Oncidium e a Sophronitis Coccinea.
Na luminosidade intensa: Catasetum, Laelia do tipo rupícola, Cattleyas
walkeriana e nobilior, Dendobrium do tipo nobile, Vanda.
Em pleno sol: Vanda teres, Brassavola tuberculata, Renanthera.
TEMPERATURA
As orquídeas de clima quente são aquelas que
toleram temperaturas mais elevadas, em torno de 35oC no verão e até picos mais
elevados, não se adaptam a temperaturas abaixo de 15oC:
Vandas, Phalaenopsis;
De clima temperado, plantas mais adequadas à temperatura situada entre 15o e
28oC:
Paphiopedilum (com folhas manchadas) , Cattleya, algumas espécies de Dendobrium
principalmente o Dendobrium phalaenopsis e algumas espécies de Oncidium;
De clima frio, máxima em torno de 20oC (raramente se elevando a 25oC) e mínima
de 0oC:
Cymbidium, Odontoglossum, Paphiopedilum em geral.
ALTITUDE
Espécies e híbridos indicados para cultivo ao nível
do mar: Dendrobium tipo phalaenopsis, Renanthera, Vanda sanderiana, Miltonia
spectabilis, Vanda tricolor, Cattleya eldorado, aclandiae e guttata, híbridos
de Vanda, Ascocentrum, Renanthera.
Para cultivo na serra: Cattleya bicolor, granulosa, intermedia, labiata,
Cymbidium, Dendobrium tipo nobile, Laelia anceps, Miltonia candida, Oncidium
flexuosum, Paphiopedilum, Sophronitis coccinea.
VENTILAÇÃO
Sobretudo dentro das residências, a ventilação é um
ponto muito importante. Sem ela não há possibilidade de se cultivar orquídeas. Sempre que possível deixar as janelas abertas, o movimento constante do ar é a
garantia de saúde das plantas.
ADUBAÇÃO
Durante a fase de crescimento, de uma maneira
geral, adubar a cada 15 dias com a fórmula NPK 30-10-10. Na fase que antecede a floração, aplicar a fórmula fosfatada (NPK 10-30-20).
As fórmulas anteriores (N = Nitrogênio, P = Fósforo e K = Potássio) correspondem às
proporções de cada elemento, eles já são comercializados desta maneira, é
suficiente verificar no rótulo, na hora da compra. Eles são encontrados nas
lojas especializadas.
Os mais recomendados são : Copas, Dufol, Dyna-gros.
Sites como por exemplo,: http://www.jardimdeflores.com.br/JARDINAGEM/A01jardinagem.html também disponibilizam dicas para cultivo.